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Desculpem-me os objetos indiretos

Aos poucos leitores que devem ter sobrado, rogo-lhes (ou sem objeto pleonástico) desculpas pela ausência.

O porquê da leve sumida é breve, meu computador teve um derrame. E até agradeço que o mundo seja dominado pelas máquinas. Logo, foi esse rapazinho quem sofreu das veias arrebentadas, e não eu. Que continuemos assim.

Bom, como estou atrasado com os meus comprometimentos, devo, em breve, tacar uns 3 ou 4 “Retratos à Carta” seguidos. E, talvez, mais alguma outra reflexão.

A esses que sobraram, peço-lhes (idem) que fiquem atentos. Ou aproveitem o feriado.

Fonte: deviantart.com

Ide e permiti que vivais!

Deparei-me, nesse feriado, com um “Ah, não! Não vou jogar isso porque uma vez a bolinha bateu em mim.” e há pouco fiquei pensando e resolvi escrever disso.

Perguntei “Uma vez só bateu? E quantas não bateram? Vai deixar que um erro impeça que se divirta de novo? Qual a chance de bater de novo? 1 vez bateu e 100 não bateram… A que bateu pesa mais?”.

Devei repensar sobre isso. Refazei as coisas. Não permitais que um evento isolado impeça vossa felicidade.

Julgo pessimismo de qualquer um pensar dessa forma e diria a qualquer um que se justificasse de tal maneira.

Vós que pensais dessa forma, sem qualquer tentativa de ofender-vos, não deveríeis continuar vivendo achando que o dia de amanhã será melhor, uma vez que, aposto, já vivestes dias ruins. Não são motivos de vossa desistência tais dias? Um dia incomodativo e penoso não deveria justificar vossa renúncia?

Ide e permiti que vivais! Sede otimistas ou, ao menos, realistas.

Os dias serão novos e os eventos também. Tereis momentos novos: bons e ruins.

Não tento injuriar-vos ou pôr-vos cabisbaixos. Tento, talvez, dizer-vos que há novas tentativas.

Como todo e bom (quem sabe) futuro administrador, penso em números, matemática, probabilidades e estatísticas: quais as chances de a bolinha bater novamente? 1 em 100? 1 em 1000? …

Fonte: deviantart.com

Fonte: deviantart.com

Não deixeis que um mísero garfo estrague toda vossa prataria.

OBS.: o modo de tratamento dispensado é apenas a mercê do treino do vestibulando chato que há d’outro lado.

Retratos à Carta: Clara Sverner

Fonte: google.com

Fonte: google.com

Nesta semana: Clara Sverner.

Clara Sverner (29 de agosto de 1936) é uma intérprete brasileira, pianista de formação erudita.

A pianista que mergulhou na música brasileira agora encara a integras das sonatas de Mozart.

[ Carta Capital ]

Clara Sverner costuma dizer que se sente abandonada quando não vê um piano por perto. Tem dois na ampla sala de seu apartamento de frente para o mar de Copacabana, onde vive há mais de trinta anos, outro no sítio de Secretário, na região serrana do Rio, onde passa a maioria dos fins de semana. E, quando chega a qualquer lugar, flagra-se procurando um piano, mesmo sabendo que não há motivo para que exista algum ali. Tem sido assim desde o início dos anos 40, quando ela ouviu pela primeira vez o som do instrumento, no hotel onde passava as férias com seus pais. Tinha 4 anos de idade, e em seu aniversário seguinte pediu e ganhou seu primeiro piano.

[ http://arquivoetc.blogspot.com/2009/08/as-sonatas-de-mozart-por-clara-sverner.html ]

Dia à Coríntios

Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.

1 Coríntios 10.12

Explico a referência bíblica muito facilmente: estava eu confiante – até aí, nada de ruim – com minha caminhada no cursinho em busca da vaga na FGV ou INSPER (IBMEC) à qual aspiro. O ruim: era demais.

Ter feito no último simulado 41 enquanto a sala fazia 34 motivou-me mais e fez o “demais” ficar em negrinho. Traduzindo: “demais“. O fato de a média ter sido bem abaixo, o fato de ser quase 70% numa prova que tinha sido difícil e minha falta de censura para a metideza propiciaram isso.

Bom, volto com um 27 hoje pra casa…

Como diriam os provenientes do interior: “tomei/levei um nabo grande”.

Fonte: deviantart.com

Fonte: deviantart.com

Só volto a ficar metido se a sala tirar 20!

Rumo ao 10! (II)

Primeiro, anuncio que mudei o título daquele post em que se inicia a exposição de minhas redações.

Segundo, aqui tem mais duas.

1) Coletânea trazendo a lei antifumo em destaque.

TEMA: Como conciliar a liberdade individual com o bem-estar coletivo?

Liberdade sartre-sensocomuniana

Sartre dizia que um indivíduo é livre quando ele tem a oportunidade de escolha perante uma situação, e um pensamento que já caiu na ideia de senso comum é que a liberdade de uma pessoa acaba quando a de um terceiro se inicia. Isso gera pontos de vista distintos tendo em vista o comportamento e a verdadeira vontade do ser-humano.

Tomando como exemplo um fumando que está em um local público, diante da nova lei antifumo, por mais que ele tenha o desejo de fumar, está proibido. Este indivíduo não possui a oportunidade de acender seu cigarro e estar de acordo com a legislação civil (é um indivíduo não-livre aos olhos de Sartre). Todavia, caso não houvesse essa lei punitiva, e esse mesmo indivíduo quisesse fumar, ele invadiria a provacidade de outro cidadão que está a seu lado limitando a liberdade desse fumante passivo.

O caso da nova lei punitiva é uma prova oficial de que o Estado está limitando a liberdade dessas pessoas fumantes que não possuem, destarte, a opção de fumar em locais antes permitidos, devido ao fato do cigarro e derivados do tabaco serem prejudiciais à saúde humana, em especial a dos fumantes passivos, que eram obrigados a inalarem a fumaça desses produtos.

Dessa forma, tendo em vista o que foi discorrido, pode-se perceber que essa lei seria inútil caso hpuvesse bom senso e discernimento provenientes dos fumantes, uma vez que respeitariam os fumantes passivos e saberiam se retirar de recintos que tivessem indivíduos que não quisessem aspirar sua fumaça. E, neste caso, as ideias dispostas de liberdade andariam de mãos dadas.

Fonte: deviantart.com

Fonte: deviantart.com

Recebi um “O que é isso, companheiro?! Cuidado com neologismos!” em meu título.

NOTA: 7,5


2) Coletânea mostrando um trecho que discute as ideias de Schumpeter e o empreendedorismo.

TEMA: Escrever uma redação que contemple:

  • O papel dos indivíduos na História;
  • A importância dos empresários e empreendedores para o desenvolvimento capitalista;
  • A participação dos grandes empresários na economia brasileira do século XX; e
  • A atualidade do tema.

Fim da ingenuidade à francesa

O pensamento iluminista de mercado livre – o “laissez faire, laissez passer” – possibilitou que os princípios capitalistas fortificassem-se no mundo ocidental. Influenciado disso foi o Brasi, que, berço de ilustres visionários, correu atrás de sua industrialização e de sua consolidação no mercado interno e externo.

Barão de Mauá, figura privada e fortemente circuncidado pelo crescimento e desenvolvimento inglês, investiu seu capital, seja em estradas de ferro, seja no setor bancário, em prol de uma ascensão brasileira, visando sua maior inserção nas relações transnacionais. Todavia, era mister apoio estatal para qualquer sucesso.

Não obstante, o país obtivera outros dois indivíduos – desta vez em um âmbito estatal – que deram outras dimensões à participação brasileira no mercado: os presidentes Getúlio e Juscelino.

O presidente gaúcho, mais voltado às indústrias de base, criou empresas que engrandeceram a nação internamente, tais como a CSN e a Vale do Rio Doce. Ora, mas como um Estado não desenvolve seu setor industrial sem apoio capital, criou-se, nessa gestão, o BNDES, cujo crédito, ainda hoje, repercute importantemente quanto ao financiamento de investimentos de empresas nacionais.

Já J.K., voltou-se ao mercado transnacional, permitindo que grande número de empresas estrangeiras, sobretudo automobilísticas, tivessem o Brasil como destino. Todo esse processo de tentativa do avanço brasileiro de 50 anos em 5 – que ilustra seu governo – aumentou o giro de capital e, concomitantemente, a taxa de emprego.

Após toda e qualquer corrida industrial, reconfigurou-se o liberalismo para o keynesianismo e o Brasil, a exemplo disso, traz em sua história amostras de que o capitalismo pode ser bem alimentado com certa intervenção estatal revelando a expressão francesa como ingênua.

Fonte: deviantart.com

Fonte: deviantart.com

Nesse eu não recebi observações.

NOTA: 8,0

Quem tiver interesse em comentar ou corrigir qualquer coisa dita, seja pela sua história, seja pelo conceito, será bem-vindo.

Le quattro stagioni

Nossa! Que música!

Deixe eu aproveitar o clima pra falar dessa música de Vivaldi.

O nome dela, por aí, está como Winter [from The Four Seasons]. Na verdade, são 3 partes a Winter; essa é a 1ª parte.

Enfim, cria-se uma tensão a música toda e, em um único momento, ela relaxa isso berrando. Putz… Dá pra ter noção do que digo, dessa genialidade, ao ouvir.

Chega de conversa:

Entendam esses dois últimos posts como incentivo a preencherem o mp3 com coisas desse tipo. Indico e recomendo. Eu, ao menos, viciei nisso tudo. Há pastas que sempre são remanejadas, trocadas… Agora, tem umas que arraigaram no aparelho.

Já ouvi “música clássica enjoa”…  Eu discordo! Ainda mais quando está com alto volume: neste caso, desafina a afirmação. Ela propicia um autismo, porque você acaba fingindo que está tocando junto, empolga-se, penetra-se na música e esquece o meio que o circuncida. Mas, até aí,  está certo!

Tirem já as músicas da 89 FM e coloquem coisa que preste!

Eis aqui um sambinha de Chico

001Para que ninguém venha dizer “ai, Gabriel, só veio postar sobre o Nelsinho Piquet?! Que falta de criatividade para dinamizar seu blog, hein?!”, vou falar um pouco de duas músicas que tenho ouvido bastante, mané!

Primeiro – antes de expor as músicas – aos que não gostam de samba, não gostam porque não conhecem o bom samba, ou porque têm problemas mentais; quanto a isso, posso recomendar um telefone.

Tentemos falar um pouquinho mais do nada tacando Chico Buarque na conversa.

Desse seu CD (de 1978: Chico Buarque – Feijoada Completa) , minhas prediletas são os sambinhas Feijoada Completa, Homenagem Ao Malandro, Até O Fim, e Apesar De Você. Em especial, essas duas: (a segunda faz-me rir, algumas vezes, pelo grande humor que ela possui)

(Ignorem o cara que criou o vídeo: não havia um melhor)

Uma curiosidade deste segundo vídeo, é a paródia a um poema de C.D. de Andrade:

Quando nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

A palavra gauche (lê-se gôx), de origem francesa, corresponde a “esquerdo” em nosso idioma. Em sentido figurado, o termo pode significar “acanhado”, “inepto”. Qualifica o ser às avessas, o “torto”, aquele que está à margem da realidade circundante e que com ela não consegue se comunicar. É assim que o poeta se vê. Logicamente, nesata condição, estabelece-se um conflito: ‘eu’ do poeta X realidade. Na superação de conflito, entra a poesia, um veículo possível de comunicação entre a realidade interior do poeta e a realidade exterior.

Variantes da palavra gauche – como esquerdo, torto, canhestro – aparecem por toda a obra de Drummond, revelando sempre a oposição eu-lírico X realidade extrema, que se resolverá de diferentes maneiras.

[ www.culturabrasil.pro.br/cda.htm ]

Retratos à Carta: Nelsinho Piquet

001Nesta semana: Nelsinho Piquet

Nelson Angelo Tamsma Piquet Souto Maior, mais conhecido como Nelsinho Piquet ou Nelson Piquet Jr. (Heidelberg, 25 de Julho de 1985), é um automobilista brasileiro nascido na Alemanha, mas transferiu-se para o Brasil ainda criança, e cresceu em Brasília. É filho do tricampeão brasileiro de Fórmula 1 Nelson Piquet e da ex-modelo neerlandesa Sylvia Tamsma.

Macunaíma arrependido, salvo pela delação premiada.

[ Carta Capital ]

Em 10 de setembro de 2009, pouco depois da sua demissão, Nelsinho assumiu, perante a FIA, ter provocado o acidente ocorrido durante o GP de Cingapura de 2008, para beneficiar a equipe Renault. Desta forma, Piquet forçou a entrada do safety car, o que facilitou a vitória do seu companheiro de equipe, Fernando Alonso. Segundo as investigações concluíram, Flavio Briatore, chefe da escuderia, e o diretor de engenharia, Pat Symonds, teriam pedido a Nelsinho que forjasse um acidente. Tal fato foi considerado um escândalo e pode determinar o encerramento definitivo da breve carreira do piloto na F1. A escuderia francesa alegou ter havido uma tentativa de chantagem, a fim de que Nelsinho pudesse continuar na temporada de 2009. Porém, Nelson Piquet, pai, disse ao jornal inglês “Daily Mirror”, que, ainda em 2008, informou o diretor de prova Charlie Whiting sobre a manobra da Renault para manipular o resultado no GP de Cingapura. Disse que só não falou com o presidente da da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, porque temia prejudicar a carreira de Nelsinho.

Após o julgamento do caso pelo Conselho Mundial da FIA, Briatore foi banido da Fórmula 1. Pat Symonds foi suspenso por cinco anos. Quanto a Nelsinho Piquet, conforme lhe fora prometido quando entregou à FIA um dossiê sobre o episódio, não recebeu qualquer punição da Federação Internacional de Automobilismo, já que foi o autor da denúncia.

[ wikipedia.com.br ]

Títulos:

- Kart

  • Brasileiro de Kart (1997, 1999 e 2000)
  • Copa Brasil de Kart (1999)
  • Paulista de Kart (1999)
  • Brasiliense de Kart (1997 e 1998)

- Fórmula 3

  • Fórmula 3 Sul-Americana (2002)
  • Fórmula 3 Inglesa (2004)

Um postíssimo!

001- Não! não! Que ideia é essa? O estado dela é gravíssimo, mas não é mal de morte e Deus pode tudo. Enxuge os olhos (…).

Enxuguei os olhos, posto que de todas as palavras de José Dias uma só me ficasse no coração; foi aquele gravíssimo. Vi depois que ele só queria dizer grave, mas o uso do superlativo faz a boca longa, e, por amor do período, José Dias fez crescer minha tristeza. (…) nada há mais feio que dar pernas longuíssimas a ideias brevíssimas. (…)

[ Retirado de Dom Casmurro de Machado de Assis, capítulo 67: Um Pecado ]

Posto isso apenas pelo fato de eu ter achado interessante todo o parágrafo e toda uma indireta – talvez apenas pra mim, pois não creio que Machado pensasse nisso – quanto ao efeito que qualquer mania pode ter pra cima das pessoas. Para cada um, sua mania é cotidiana; ao vizinho, pode causar alguma diferença.

Não obstante e exemplificando, está aí o trecho do livro em que José Dias causou maior sofrimento em Bentinho com sua mania dos superlativos.

Retratos à Carta: Newton da Costa

A criação dessa seção será, sempre, um tributo – conjuntamente à Carta Capital, revista que assino – aos “retratos sociais” que ela traz semanalmente dando destaque a algumas personalidades. Assim que acabar minha assinatura (temos, aí, um ano), há duas hipóteses: 1) eu começar a caçar personalidades – o que será desafiador; 2) eu parar de postar essas personalidades em destaque. Prefiro a primeira; sua dificuldade, todavia, é imensa (levando em conta que serão sempre personalidades de grande influência).

Nesta semana: Newton da Costa.

001O curitibano Newton Carneiro Affonso da Costa é um matemático, lógico e filósofo. Conhecido mundialmente, principalmente, por seus trabalhos de lógica. Newton foi professor catedrático da UFPR, professor titular de Matemática e de Filosofia na USP, e professor titular na Unicamp. Hoje é professor visitante do Departamento de Filosofia da UFSC.

Dentre suas principais contribuições em ciência, encontram-se: lógicas paraconsistentes, teoria da Quase Verdade, fundamentos da Matemática e da Física. A primeira é mais importante e foi motivo de seu grande reconhecimento.

“Em 2002, o respeitado jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung publicou uma matéria sobre ele. Título: “Newton ist brasilianer.” Era um trocadilho com o nome de Isaac Newton, o físico inglês: “Newton é brasileiro.”

[ Excerto retirado do blog de Daniel Piza: "Newton da Costa, um lógico na ilha da fantasia" ]

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