Evolução/Briga Interna

4 04UTC fevereiro 04UTC 2011

Primeiro, vamos ver se não fico com a vontade de escrever só por hoje. Estranhamente fugiu-me a criatividade e necessidade de vir aqui jogar palavras. Talvez deva desculpar-me com qualquer leitor, pois é péssimo tentar acompanhar alguém que não trabalha regularmente. Pelo menos, acho péssimo.

É estranho como a minha cabeça funciona. Eu tenho a sensação de que ainda não percebi que o dia tem vinte quatro horas; ou percebi e não sei o que isso significa. É uma auto-ilusão só.

Eu começo a ter inúmeras boas intenções quanto ao meu crescimento espiritual, profissional, acadêmico e pessoal. Penso “Opa! Vou começar a ler esse livro, aí vou fazer um resumo, tentar dar-me um tempo apenas meditando no ensino que estou tendo pra ficar na cabeça, de fato, e saber aproveitá-lo”. Acho tensaço quando você lê uma coisa e fica muito animado com o que aprendeu (ou acha que aprendeu) e, no dia seguinte, já nem dá bola pr’aquilo. Às vezes, nem foi intencional; simplesmente, fugiu-lhe da cabeça.

Mas o problema é na elaboração disso tudo. Ok, leitura de livros, resumos, treino de baixo, vídeo-aulas, leitura da Bíblia… “Nossa! Vou crescer pra caramba! Vou ler esses livros que aluguei no Insper, ver esses filmes que peguei, vou treinar diariamente as músicas do louvor pra ir aprendendo a fazer umas linhas animais. Daqui um mês, minha cabeça será outra! Um grande servo de Deus, mega-baixista que leu mil livros e é mega-culto pra conversar com qualquer um!”

Tá bom!

Não sei me organizar ainda, essa é a verdade! Quero tudo pra já! E sei que não acontece tudo em segundos.

Alguma vez, nesse blog, já desejei ter a disciplina dos japoneses; mas acho que não é só isso. Falta alguma coisa interna pra cair na real e ver que é tijolo por tijolo, tendo consciência disso, nas apenas dizer. Talvez matar o comodismo de ficar parado antes de precisar começar. É tão bom ficar vendo seriados ou jogando alguma coisa por horas. Só que isso não vai me acrescentar tanta coisa quanto o que me proponho a crescer.

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Editor Opinião

25 25UTC novembro 25UTC 2010

Os curiosos que me perguntem por que esse post foi feito.

Conhecimento e veneno

12 12UTC outubro 12UTC 2010

Se entre os primitivos ‘era a fome que trazia a morte, agora, ao contrário, é a abundância que nos destrói. Naqueles dias, os homens frequentemente tomavam veneno por ignorância. Agora, melhor instruídos, eles se envenenam uns aos outros.’

Isso vem de um livro que estou lendo – Vícios Privados, Benefícios Públicos? de Eduardo Giannetti – em que ele trata, pelo menos até onde li, sobre a defesa do conhecimento e alimentação intelectual. Ele cita isso através de Sócrates e Platão; o primeiro achava que todos poderiam ser capazes de ter um bom conhecimento, logo tentava pregar isso a todos; o segundo, mais realista, achava que muitos tinham uma certa aversão ao conhecimento (algo bem atual: “seu nerd!”) e não anunciava essa vontade do conhecer a todos. Com isso, anunciavam que se aprofundar nos desejos carnais eram ilusórios e que o verdadeiro prazer vinha do intelectual.

Com o passar o tempo, um pouquinho de conhecimento e desenvolvimento das sociedades, ignora-se de vez esse intelecto para a coleção de bens. E aqui voltamos ao trecho citado: mutilação e predadorismo é válido nessa aventura.

Ainda não terminei o livro, nem esse capítulo que, por sinal, ainda é o primeiro.

Até aqui, um livro com a cara de seu escritor: buscando embasamentos filosóficos e deixando seu livro robusto de “se perdeu a concentração, então vai viajar e ter sono”. Friso esse segundo aspecto.

No entanto, isso não torna sua obra menos merecedora de atenção até esse momento da leitura.

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Sou o herói dentre os homens!

12 12UTC agosto 12UTC 2010

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Todos os garotos crescem pensando que precisam ter um carro quando crescerem para conseguir a mulher dos sonhos. E o pior é que eles envelhecem vendo muitos garanhões com automóveis se dando bem de fato.

Com isso, julgo-me o herói dentre os homens. Herói não é bem a palavra, mas soa melhor do que “o que conseguiu fazer uma grande coisa dessa situação toda”.

- Namoro uma menina mais velha;

- Ela já é formada;

- Não tenho carro;

- É a mais doce e linda do mundo.

Logo: eis o herói dentre os marmanjos!

PS.: Claro que o post é totalmente uma brincadeira, e não acho que as boas moças são interesseiras.

Mérito meu?

20 20UTC julho 20UTC 2010

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O Insper possui um ranking de rendimento cumulativo dos alunos. Pegam-se todos alunos de mesmo curso e semestre: o melhor deles é nota 10, e o pior é 0. O restante é alocado dentro desses novos parâmetros (isso é o que entendi, que fique claro. Se não for assim que funciona, my bad).

Nisso, fiquei com 8,98 em 3° lugar dos 120 alunos de administração.

Ok, parabéns! Mas o que é mérito meu? Eu não sou o grande culpado disso tudo.

Eu dormia umas 6 horas, em média, nesse semestre; boa parte dos dias ficava na faculdade até às 21:30; pegava 2 ou 3 ônibus para ir ou voltar; demorava uma hora e quinze minutos, em média, para chegar à faculdade; ficava exausto; passava na namorada antes de ir a minha casa e ficava uma meia hora com ela (ninguém é de ferro); ficava estressado e descontava na família; não via amigos antigos; ficava na primeira fileira sendo considerado nerd na turma; estudava quando queria ou não; alguns dias, chutava o pau da barraca e não estudava porcaria nenhuma de tanto cansaço; fazia algumas regras: nenhum tipo de estudo no fim de semana para não sobrecarregar; penava feito condenado; corria do ponto até a aula para chegar antes de a porta fechar; reclamava por morar longe; via a primeira aula suado por conta das corridas; passava uma leve fome alguns dias, pois ficava lá até 21:30 vários dias (já dito) e não tinha muita grana pra gastar com comida; distraía-me jogando CS às vezes, outras vezes era montando o time no Cartola; participava de reuniões do jornal (organização estudantil): algumas úteis, algumas nem tanto assim; recusava idas ao barzinho; não ia às festas da faculdade, porém não deixava de me divertir; almoçava no Burger King de sextas; no almoço, comia um franguinho muito bom na maioria das vezes; fazia verdadeiras amizades; recebia dicas de amigos; morria todas as noites; renascia todas as manhãs.

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O que é mérito meu?

Talvez minha entrega à situação e disposição em dizer “Ok! Vou fazer isso daqui direito.”

O que não é mérito meu?

A capacitação que recebi para compreender muita coisa – algumas mais facilmente que outras; a restauração mesmo após dormir pouco diante de uma rotina tão cansativa, o tempo gostoso que tinha dentro e fora da faculdade. Essas e mais algumas coisas vieram de Deus.

Também tive muito apoio da família, namorada – especialmente – e amigos.

Dia 2 está chegando, e a coisa vai continuar. 3° lugar? Será? Melhoro? Pioro? Não sei. Passando sem DP e mantendo a bolsa já me faz bem feliz.

Que seja o que Deus quiser!

Artimanha 3D

14 14UTC julho 14UTC 2010

Hoje conheci essa artimanha do cinema 3D. Realmente incrível!

Não conhecia até então e imaginava que era como brinquedos aos quais tinha ido quando criança: você coloca os óculos, e as coisas parecem pular na sua cara. Não é bem como imaginava; mas isso não faz perder sua genialidade.

A noção de profundidade faz a coisa ficar um pouco mais real. Você está no filme, acredite!

Interessante era minha cara de bobo alegre quando tinha uma cena interessante em relação ao gráfico: parecia criancinha vendo seu novo PlayStation 3 saindo da caixa.

Que sejam mais custosos, não estou nem aí! Mas que todos os filmes sejam 3D! Ah, e logo, logo – não quero nem saber – quero ver jogos de tênis, futebol e tudo mais em 3D! Chega de achar que a bola está indo em direção ao gol e, quando se mostra a imagem por outro ângulo, percebo que passou a uns 15 metros.

¡Viva la tecnología!

Fonte: aspsys.com

Tática do capuz

9 09UTC julho 09UTC 2010

Finalmente, ganhei um iPod. Digo isso porque… bom, convenhamos, todo mundo tinha um mp3 super top, touch screen ou o iPod itself. Fui o último a ter um. Mas não me gabarei: é uma dos primeiros daqueles mais grossos e pesados; nada de frescurite de touch-porcaria-nenhuma! O que não deixa de ser uma maravilha! Estou muito grato!

Conjuntamente veio o receio de andar, principalmente, no ônibus com ele. Nessa, elaborei uma estratégia de camuflagem.

Já perceberam que, quando o Kassab (ônibus) está vazio – vulgo só tem uns 3 gatos pingados dentro dele – e já são mais de vinte e duas horas, sentamos bem isolados um do outro? Lógico, né?! E se tem alguém encapuzado, sentamos mais longe desse daí. Dá um medo esses caras de capuz: e eu lá vou saber quem é o cara! Vou sentar perto dele? Está maluco!

Fonte: deviantart.com

Engraçado isso. Uma vez comentei aleatoriamente que é por isso que buzinamos no trânsito, mas não reclamamos se um negão (com todo o respeito: a palavra dá um ar de afro-descendente grande forte e medonho; mas sei que o termo legal para isso não é “negão”) fura a fila do supermercado. No trânsito, somos quem quisermos! Ninguém vê meu rosto geralmente; então, buzino sem medo de ser feliz. Na fila, não reclamamos para o grandalhão. Vai saber se ele me dá porrada!

Quando não mostramos o rosto, tudo fica mais fácil no confrontamento.

Então, logicamente, agora, eu sou o encapuzado! Tenham medo de mim no ônibus! Não sentem perto! Até mesmo porque estarei de iPod, numa bela noite paulistana, vendo algum seriado (recentemente revendo Psych) ou ouvindo minhas músicas clássicas.

Recomento a tática. Não é um spoon killer, mas dá pro gasto. Já foram três noites seguidas de capuz, e ninguém sentou do meu lado. Mesmo quando não estava tão vazio assim.

O próprio miserável!

8 08UTC julho 08UTC 2010

Uma decepção! Realmente fiquei triste com a derrota da Alemanha para a Espanha. Esse 1 a 0 foi um soco no estômago. Não esperava.

Fonte: uol.com.br

Confiante de que vinham mostrando o melhor futebol da Copa e de que o time estava completo, pensei que Müller desfalcado não faria tanta falta. O problema é que fez! E muita! Fora que a Espanha jogou muito, segurou bem os jogadores e, resumindo, dominou o jogo.

Engraçado esse cheirinho de injustiça: de um lado vinha os germânicos com uma campanha irrepreensível e belos 4×1 e 4×0 em grandes times, do outro, cambaleando na primeira fase e passando belos apertos nas oitavas e quartas, vinha os toureiros. Bom, fedor de injustiça!

É o futebol. O próprio miserável!

Se os caras têm um time fortíssimo, parece que não interessa como vieram jogando; a coisa pode mudar de repente. E mudou. Foi o melhor jogo da Espanha disparadamente!

Todavia a Alemanha sai com um aspecto de “Ok, ok. Não foi dessa vez, mas temos uns bons e joves jogadores aqui. Aguardem-nos daqui 4 anos com um bom amadurecimento”. Talvez desse para soltar como uma tosse um “E não veio o Ballack” (em uma matéria, li que não-lembro-quem comentou ter sido uma “sorte” o Ballack ter se machucado; só assim Shweinsteiger foi o jogador que foi. Fico fora da discussão).

Essa seleção melhorou demais o futebol de 2006 pra cá e espero que tenha aprendido mesmo a fórmula e continue nessa atuada.

Lá vamos nós torcer para um 3° lugar na Copa que é o melhor que há de possível no momento.

Pra resumir, estou com uma mistura de Neuer e Lahm de pensamentos. Aquele disse que, apesar de terem perdido à possibilidade de título, fizeram uma ótima participação; esse já se mostrou completamente desmotivado a jogar sábado na disputa de 3° lugar.

É o miserável do futebol se exibindo!

PS.: Para os que não sabem, frisei em posts anteriores que torço para a Alemanha na Copa.

White Collar

30 30UTC junho 30UTC 2010

Como sou fã de seriados!

Fonte: google.comAcabei de ver White Collar, em que Neal Caffrey (Matt Bomer – para as mulheres, realmente chama a atenção) é um desses mega ladrões de arte: inteligentíssimos, influenciado- res e manipuladores. Ele recebe uma oferta de ajudar o FBI a pegar os grandalhões e ficar livre pela rua – com certas limitações – em troca da velha jaula e colegas de quartos não tão agradáveis. Peter Burke (Tim DeKay – não tão galã assim) é o super agente que capturou Neal e fez a proposta de ajudar o FBI. Agente muito inteligente e estratégico. Não há como essa dupla falhar.

De fato, não falha.

O impressionante da série – claro, além da trama causada episódio após episódio – é a genialidade dos personagens. Você não fica preso na historinha apenas; acaba vendo muito mais.

É muito gostoso ver Caffrey e Burke, ao passar do tempo, tornarem-se aqueles grandes amigos que entendem olhares, ajudam um ao outro etc. Obviamente, isso traz muitas cenas bem-humoradas aos telespectadores fanáticos. Sempre com aquela suspeita de que Neal fará algo para escapar, pois é um ladrão!; mas não impede que a amizade desses dois também chame a atenção.

Outra coisa que é interessante na série, assim como em outras de maior nome, é a capacidade de você querer ver o próximo episódio: “o que acontecerá?”, “e agora?”, “putz! Como ele sai dessa?” etc.

Daqui para baixo é para quem não dá a mínima pra seriados ou não quer acompanhar White Collar, pois direi coisas já remetidas ao final da temporada. Aos que quererm acompanhar, uma vez que recomendo totalmente, não leiam mais. Fim de post pra vocês.

Aos corajosos ou já conhecedores:

Neal está atrás de Kate, quem vê sabe quem é, mas, putz!, o cara procurou-a a série toda pra chegar no último episódio e, assim que ele está com ela, dão um jeito de ela morrer. Sacanagem total com quem está vendo! “Ah, então vi isso tudo e não serviu pra nada?! Neal acabou de perder uma temporada toda! Que beleza!”.

Claro que serviu pra alguma coisa, para os telespectadores e para apimentar a raiva de Caffrey sobre Fowller. Vamos só ver o que tem essa segunda temporada, pois está animal acompanhar episódio por episódio.

Iro-me. Por quê? Não sei

22 22UTC junho 22UTC 2010

Por que fico irado com algumas modinhas que acontecem?

Em específico, essa comunidade que fizeram para o Kaká: “Kaká expulso?! Mas ele não fez nada!”

É entrar no orkut que vejo uma atualização dizendo que alguém entrou nela.

Julgo uma perda enorme de tempo de quem criou isso e uma maior ainda de quem entra nela.

Ou uma pergunta: vai começar a fazer uma comunidade a cada jogador que for expulso injustamente? Uma por cartão, ou uma por jogador mesmo?

Por que me iro com isso?

Putz, estranho!

Porque, se for por causa de os outros perderem tempo, não tenho o direito: perco muito meu tempo também; não devia.

O assunto da comunidade não é o problema, pois concordo que foi injusto, o Kaká só recebeu dois cartões vermelhos na vida, é um jogador leal etc. São essas ondinhas e modinhas que surgem que não possuem embasamento – ou demonstram inutilidade – que me irritam.

- Interessante que pra isso as pessoas se mobilizam; pra coisas mais  importantes: se associarem a algum partido, fazer algo importante para o país etc. a maioria fica quieta. – disse minha namorada enquanto lia o que eu escrevia esse post.

Iro-me. Por quê? Não sei.

PS.: Agora vou embora que vou ver UP com minha neguinha.

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