Mérito meu?
20 de julho de 2010

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O Insper possui um ranking de rendimento cumulativo dos alunos. Pegam-se todos alunos de mesmo curso e semestre: o melhor deles é nota 10, e o pior é 0. O restante é alocado dentro desses novos parâmetros (isso é o que entendi, que fique claro. Se não for assim que funciona, my bad).
Nisso, fiquei com 8,98 em 3° lugar dos 120 alunos de administração.
Ok, parabéns! Mas o que é mérito meu? Eu não sou o grande culpado disso tudo.
Eu dormia umas 6 horas, em média, nesse semestre; boa parte dos dias ficava na faculdade até às 21:30; pegava 2 ou 3 ônibus para ir ou voltar; demorava uma hora e quinze minutos, em média, para chegar à faculdade; ficava exausto; passava na namorada antes de ir a minha casa e ficava uma meia hora com ela (ninguém é de ferro); ficava estressado e descontava na família; não via amigos antigos; ficava na primeira fileira sendo considerado nerd na turma; estudava quando queria ou não; alguns dias, chutava o pau da barraca e não estudava porcaria nenhuma de tanto cansaço; fazia algumas regras: nenhum tipo de estudo no fim de semana para não sobrecarregar; penava feito condenado; corria do ponto até a aula para chegar antes de a porta fechar; reclamava por morar longe; via a primeira aula suado por conta das corridas; passava uma leve fome alguns dias, pois ficava lá até 21:30 vários dias (já dito) e não tinha muita grana pra gastar com comida; distraía-me jogando CS às vezes, outras vezes era montando o time no Cartola; participava de reuniões do jornal (organização estudantil): algumas úteis, algumas nem tanto assim; recusava idas ao barzinho; não ia às festas da faculdade, porém não deixava de me divertir; almoçava no Burger King de sextas; no almoço, comia um franguinho muito bom na maioria das vezes; fazia verdadeiras amizades; recebia dicas de amigos; morria todas as noites; renascia todas as manhãs.

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O que é mérito meu?
Talvez minha entrega à situação e disposição em dizer “Ok! Vou fazer isso daqui direito.”
O que não é mérito meu?
A capacitação que recebi para compreender muita coisa – algumas mais facilmente que outras; a restauração mesmo após dormir pouco diante de uma rotina tão cansativa, o tempo gostoso que tinha dentro e fora da faculdade. Essas e mais algumas coisas vieram de Deus.
Também tive muito apoio da família, namorada – especialmente – e amigos.
Dia 2 está chegando, e a coisa vai continuar. 3° lugar? Será? Melhoro? Pioro? Não sei. Passando sem DP e mantendo a bolsa já me faz bem feliz.
Que seja o que Deus quiser!
Artimanha 3D
14 de julho de 2010
Hoje conheci essa artimanha do cinema 3D. Realmente incrível!
Não conhecia até então e imaginava que era como brinquedos aos quais tinha ido quando criança: você coloca os óculos, e as coisas parecem pular na sua cara. Não é bem como imaginava; mas isso não faz perder sua genialidade.
A noção de profundidade faz a coisa ficar um pouco mais real. Você está no filme, acredite!
Interessante era minha cara de bobo alegre quando tinha uma cena interessante em relação ao gráfico: parecia criancinha vendo seu novo PlayStation 3 saindo da caixa.
Que sejam mais custosos, não estou nem aí! Mas que todos os filmes sejam 3D! Ah, e logo, logo – não quero nem saber – quero ver jogos de tênis, futebol e tudo mais em 3D! Chega de achar que a bola está indo em direção ao gol e, quando se mostra a imagem por outro ângulo, percebo que passou a uns 15 metros.
¡Viva la tecnología!

Fonte: aspsys.com
Tática do capuz
9 de julho de 2010
Finalmente, ganhei um iPod. Digo isso porque… bom, convenhamos, todo mundo tinha um mp3 super top, touch screen ou o iPod itself. Fui o último a ter um. Mas não me gabarei: é uma dos primeiros daqueles mais grossos e pesados; nada de frescurite de touch-porcaria-nenhuma! O que não deixa de ser uma maravilha! Estou muito grato!
Conjuntamente veio o receio de andar, principalmente, no ônibus com ele. Nessa, elaborei uma estratégia de camuflagem.
Já perceberam que, quando o Kassab (ônibus) está vazio – vulgo só tem uns 3 gatos pingados dentro dele – e já são mais de vinte e duas horas, sentamos bem isolados um do outro? Lógico, né?! E se tem alguém encapuzado, sentamos mais longe desse daí. Dá um medo esses caras de capuz: e eu lá vou saber quem é o cara! Vou sentar perto dele? Está maluco!

- Fonte: deviantart.com
Engraçado isso. Uma vez comentei aleatoriamente que é por isso que buzinamos no trânsito, mas não reclamamos se um negão (com todo o respeito: a palavra dá um ar de afro-descendente grande forte e medonho; mas sei que o termo legal para isso não é “negão”) fura a fila do supermercado. No trânsito, somos quem quisermos! Ninguém vê meu rosto geralmente; então, buzino sem medo de ser feliz. Na fila, não reclamamos para o grandalhão. Vai saber se ele me dá porrada!
Quando não mostramos o rosto, tudo fica mais fácil no confrontamento.
Então, logicamente, agora, eu sou o encapuzado! Tenham medo de mim no ônibus! Não sentem perto! Até mesmo porque estarei de iPod, numa bela noite paulistana, vendo algum seriado (recentemente revendo Psych) ou ouvindo minhas músicas clássicas.
Recomento a tática. Não é um spoon killer, mas dá pro gasto. Já foram três noites seguidas de capuz, e ninguém sentou do meu lado. Mesmo quando não estava tão vazio assim.
O próprio miserável!
8 de julho de 2010
Uma decepção! Realmente fiquei triste com a derrota da Alemanha para a Espanha. Esse 1 a 0 foi um soco no estômago. Não esperava.
Confiante de que vinham mostrando o melhor futebol da Copa e de que o time estava completo, pensei que Müller desfalcado não faria tanta falta. O problema é que fez! E muita! Fora que a Espanha jogou muito, segurou bem os jogadores e, resumindo, dominou o jogo.
Engraçado esse cheirinho de injustiça: de um lado vinha os germânicos com uma campanha irrepreensível e belos 4×1 e 4×0 em grandes times, do outro, cambaleando na primeira fase e passando belos apertos nas oitavas e quartas, vinha os toureiros. Bom, fedor de injustiça!
É o futebol. O próprio miserável!
Se os caras têm um time fortíssimo, parece que não interessa como vieram jogando; a coisa pode mudar de repente. E mudou. Foi o melhor jogo da Espanha disparadamente!
Todavia a Alemanha sai com um aspecto de “Ok, ok. Não foi dessa vez, mas temos uns bons e joves jogadores aqui. Aguardem-nos daqui 4 anos com um bom amadurecimento”. Talvez desse para soltar como uma tosse um “E não veio o Ballack” (em uma matéria, li que não-lembro-quem comentou ter sido uma “sorte” o Ballack ter se machucado; só assim Shweinsteiger foi o jogador que foi. Fico fora da discussão).
Essa seleção melhorou demais o futebol de 2006 pra cá e espero que tenha aprendido mesmo a fórmula e continue nessa atuada.
Lá vamos nós torcer para um 3° lugar na Copa que é o melhor que há de possível no momento.
Pra resumir, estou com uma mistura de Neuer e Lahm de pensamentos. Aquele disse que, apesar de terem perdido à possibilidade de título, fizeram uma ótima participação; esse já se mostrou completamente desmotivado a jogar sábado na disputa de 3° lugar.
É o miserável do futebol se exibindo!
PS.: Para os que não sabem, frisei em posts anteriores que torço para a Alemanha na Copa.
