Le quattro stagioni

3 de outubro de 2009

Nossa! Que música!

Deixe eu aproveitar o clima pra falar dessa música de Vivaldi.

O nome dela, por aí, está como Winter [from The Four Seasons]. Na verdade, são 3 partes a Winter; essa é a 1ª parte.

Enfim, cria-se uma tensão a música toda e, em um único momento, ela relaxa isso berrando. Putz… Dá pra ter noção do que digo, dessa genialidade, ao ouvir.

Chega de conversa:

Entendam esses dois últimos posts como incentivo a preencherem o mp3 com coisas desse tipo. Indico e recomendo. Eu, ao menos, viciei nisso tudo. Há pastas que sempre são remanejadas, trocadas… Agora, tem umas que arraigaram no aparelho.

Já ouvi “música clássica enjoa”…  Eu discordo! Ainda mais quando está com alto volume: neste caso, desafina a afirmação. Ela propicia um autismo, porque você acaba fingindo que está tocando junto, empolga-se, penetra-se na música e esquece o meio que o circuncida. Mas, até aí,  está certo!

Tirem já as músicas da 89 FM e coloquem coisa que preste!

Eis aqui um sambinha de Chico

30 de setembro de 2009

001Para que ninguém venha dizer “ai, Gabriel, só veio postar sobre o Nelsinho Piquet?! Que falta de criatividade para dinamizar seu blog, hein?!”, vou falar um pouco de duas músicas que tenho ouvido bastante, mané!

Primeiro – antes de expor as músicas – aos que não gostam de samba, não gostam porque não conhecem o bom samba, ou porque têm problemas mentais; quanto a isso, posso recomendar um telefone.

Tentemos falar um pouquinho mais do nada tacando Chico Buarque na conversa.

Desse seu CD (de 1978: Chico Buarque – Feijoada Completa) , minhas prediletas são os sambinhas Feijoada Completa, Homenagem Ao Malandro, Até O Fim, e Apesar De Você. Em especial, essas duas: (a segunda faz-me rir, algumas vezes, pelo grande humor que ela possui)

(Ignorem o cara que criou o vídeo: não havia um melhor)

Uma curiosidade deste segundo vídeo, é a paródia a um poema de C.D. de Andrade:

Quando nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

A palavra gauche (lê-se gôx), de origem francesa, corresponde a “esquerdo” em nosso idioma. Em sentido figurado, o termo pode significar “acanhado”, “inepto”. Qualifica o ser às avessas, o “torto”, aquele que está à margem da realidade circundante e que com ela não consegue se comunicar. É assim que o poeta se vê. Logicamente, nesata condição, estabelece-se um conflito: ‘eu’ do poeta X realidade. Na superação de conflito, entra a poesia, um veículo possível de comunicação entre a realidade interior do poeta e a realidade exterior.

Variantes da palavra gauche – como esquerdo, torto, canhestro – aparecem por toda a obra de Drummond, revelando sempre a oposição eu-lírico X realidade extrema, que se resolverá de diferentes maneiras.

[ www.culturabrasil.pro.br/cda.htm ]

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